A primeira coisa que notámos no caminho é que os autocarros são todos de cores diferentes. O Luis informou-nos que cada autocarro pertence a uma pessoa diferente e é como se fosse o negóciozinho dessa pessoa. Passa o dia todo a recolher pessoas e a receber o dinheiro dos bilhetes. O resultado é que algumas pessoas investem basta
nte nestes autocarros para chamarem mais pessoas. Outros são pobres coitados... e feios.
Chegámos a Antigua uma hora mais tarde, depois de subirmos para as montanhas. Estivemos rodeados de arvores o tempo todo. As montanhas são lindas. Quando chegámos fomos directos ao Hotel Santo Domingo. Lindo! As ruinas de um convento antigo para monges é hoje um hotel de 5 estrelas, onde ricos de todo o mundo organizam casamentos lindos, conferências remotas, e ficam alojados em quartos incríveis. Papagaios andam ali mesmo ao pé, a Igreja reúne-se ali mesmo no meio das ruinas, onde antes existia uma capela. Estilo o Palacio da Pena, mas mais rustico.


Dali fomos ao centro da cidade, onde visitamos a Igreja de la Merced. Cá fora estava uma familia numa tenda a cobrir uma mesa, a cozinhar carne, toucinos, chouriço, feijão.... mmmmmm. A gente perguntou ao Luis, "achas que é seguro comer esta carne?" Isto porque nos tinham dito antes que não se devia comer carne fora do hotel ou restaurantes caros, por causa do.... "bicho". O Luis disse, "mmmmmm". Assustou.me logo com aquela hesitação. "Eu trago a minha família aqui para comer." Ok, então vamos embora. "Mas, há pessoas que dizem que nós já temos o "bicho" por isso já não podemos apanhar esse "bicho"". A gente decidiu comer na mesma. Foi tão bom!! Espero que o "bicho" não apareça.


Daí fomos até ao mercado, onde pelos vistos as coisas não têm preços. É como se estivessemos na feira, perguntas à pessoa quanto é que aquilo custa, e depois...... começa a negociação. Eu vi umas pinturas da Guatemala que a Jennifer e eu queriamos e perguntamos ao miúdos quando eram. O miúdo, chamado Edgar, que não tinha mais de 12 anos, disse "150 Quetzales cada". Eu olhei para a Jennifer, e depois disse, "que tal Q250 por estas 3." Eu tinha que abusar. Se vamos negociar, então vamos a isto. Ele olhou para as pinturas, e disse "Q300 es bon preço". "Q250", disse eu. "Q290", dizia ele. "Q255", dizia eu. "Q280 es bon preço para ti". Ficamos presos nos Q265 e Q270 até a Jennifer me dizer que a gente estava ali a lutar por 50 centimos. Eu dei-lhe os Q270. $30!!!!! Sou mesmo forreta.


Depois tirámos mais umas fotos do Vulcão. É verdade. Aparentemente, o Luis leva pessoas até ao vulcão umas quantas vezes por semana. Ele disse que vão mesmo até lá acima, e ficam apenas a uns metros da lava dentro do vulcão. Eu perguntei, "Então e à quanto tempo é que o vulcão está dormente?" Ele disse, como se eu tivesso dito uma parvoíce, "Não, não, está activo." Ok, eu pensei, "sim, claro, mas à quanto tempo é não tem actividade?". "Hà um mês!" Possas, esteas gajos são malucos!!!!! Eu perguntei, "Então e não é perigoso?" "Não, quando a gente chega lá acima eles dizem-nos se este é um bom dia para ver o vulcão de perto ou não."" ?!??!?!?!?! Vai lá vai!!

Depois fomos até ao Walmart ou Continente, que aqui se chama "Hiper Paiz". Imaginem o Continente na altura do natal. Foi assim mesmo. Mal me conseguia mexer. Gente por todo o lado. Parecia uma lata de sardinhas. Comprámos umas coisinhas para snacks, e para o pequeno almoço, e depois voltámos para o Hotel. O Hotel é situado numa avenida, que é tal e qual a Avenida da Liberdade. Logo , eu perguntei ao Luis, "É seguro andar por aqui". "Eu não trazia bebés para a rua" CHIÇA! "Então no é muito seguro." "sim, há pessoas que estão no hotel que vêm correr de manhã." "Então, podemos andar por aqui." disse eu. "mmmm, só correr." Já vi tudo, pensei eu. "Então não é muito seguro." E ele o que disse, "Eu posso andar por aqui, mas tou a sempre a ver quem está à minha volta, e estou sempre pronto para correr para o restaurante ou hotel mais próximo." Pronto Luis. Já percebi. Ninguém me vai ver nesta avenida, nem a andar nem a correr!

Ah, e comprei a camisola da equipa nacional da Guatemala. Não podia ser um fã de futebol e da minha filha sem comprar esta camisola.
Enfim! Foi um dia em grande! Amanhã vamos buscar a Shiloh. Amanhã há mais.